quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O ano eleitoral e a consciência política

 Por Rdo Castro
Nosso blog foi criado como informativo sem conotações partidárias, ou seja apartidário; que não professa política partidária, e assim permanecerá. Porém, ele sempre fará política. Ficou confuso, não?

Vamos tentar esclarecer considerando dois tipos de política: a política partidária e a política social:

A política partidária é exercida pelos partidos políticos (parte da sociedade), agremiações constituídas de pessoas que se comprometem a defender uma causa, uma ideologia. Os partidos  discutem e votam internamente posicionamentos pelos quais se dispõe a lutar. Esses posicionamentos, depois apresentados nas campanhas eleitorais, devem ser as causas que os eleitos pela bandeira do partido defenderão caso sejam eleitos. Essa definição é o que se pressupõe funcionasse no Brasil, na prática não é bem assim, a começar pelo fato do eleito não ser obrigado a continuar no partido (infidelidade partidária) e a causa defendida vai pro beleléu, interessando apenas o exercício do poder.

A política social é geralmente exercida por entidades que não fazem parte do governo ou são ligadas a ele de forma indireta, comprometidas em fazer a mediação entre as necessidades do homem e as ações levadas a efeito pelo poder público (que é sempre baseado no regime capitalista). Esta forma de fazer política tenta dar uma seguridade social ao indivíduo principalmente as classes assalariadas que não usufruem do lucro do capital financeiro.

A política da saúde e a da  educação são as duas principais políticas sociais universais (em todo o mundo). Ainda temos a da previdência, habitação e assistência.

Na verdade, o conceito de política social é muito mais amplo e ela também é exercida dentro da política partidária, pelo poder público; é, em síntese, o conjunto dos princípios e medidas postos em prática por instituições governamentais e outras, para a solução de certos problemas sociais.

A diferença entre a política partidária e política social é que a primeira necessita de filiação a algum partido político para ser exercida pelo cidadão para que esta prática seja de modo válido. 

Existem outros tipos de política como a econômica e etc...
O significado da própria palavra "política", tem um certo grau de complexidade. De um modo geral todos nós praticamos política, até quando cruzamos os braços. 

Exercer a política partidária também é um direito do cidadão, um ato de cidadania, por isso não somos contra quem milita na política partidária e nem poderíamos porque ela objetiva alcançar o poder para administrar o país em todas as áreas fazendo bom uso do dinheiro público, levando ao contribuinte os serviços básicos como saúde e educação, entre outros.

Só achamos que para fazer isso é preciso em primeiro lugar que as pessoas tenham escrúpulos, e sejam capacitadas. Fazer política é doar-se em nome de uma sociedade mais justa, mais humana  e não combina com obtenção de lucro financeiro, pois os direitos básicos da pessoa humana são previstos antes nas leis de Deus e depois na Constituição Federal de 1988.

Eventualmente você lê aqui no nosso blog notícias sobre as ações dos governos federal, estadual (principalmente as que se referem ao nosso município, Canutama) e municipal, e poderá confundir com política partidária, ou melhor campanha eleitoral. Em ano eleitoral, é bom que se esclareça que um dos princípios básicos da administração pública é exatamente a publicidade, divulgação dos atos administrativos que só pode ser restringida em alguns casos extremos (segurança nacional, investigações sigilosas), de acordo com a Constituição Federal.

Embora não exista nenhum tipo de contrato entre nós e o Município ou com o governo do Estado, o fazemos por questão de cidadania, apenas. No caso do governo do Estado, recebemos material diretamente da  Agência de Comunicação do Amazonas-Agecom, além de informações dos sites das versões online dos jornais de Manaus e do restante do Brasil.

Portanto, é um ato de cidadania levar a informação ao eleitor que espera do governante (que ele escolheu) obras de infraestrutura e obras sociais para a melhoria da qualidade de vida do cidadão e desenvolvimento e progresso da cidade de Canutama, do Estado do Amazonas e do Brasil.

Quanto a publicidade na administração pública, é bom lembrar que o dinheiro não pertence ao prefeito, governador ou presidente, é do povo, obtido dos impostos pagos pela população. Parte dele vem mesmo do suor  do trabalhador brasileiro, natural que se preste conta ao povo e legal pois, assim manda a lei, afinal vivemos um regime democrático.

Você hesitaria na hora de usar em proveito próprio um dinheiro que não é seu sem autorização do dono? Dinheiro que veio do suor de alguém? Não será necessário fazer o teste, alguém falou que "o egoísmo é a raiz de todos os males". 
Fica difícil uma pessoa individualista conviver em comunidade.


Portanto, consciência política, já!


Até a próxima.




2 comentários:

  1. consciencia política, acredito, que todos tem, o problema é que a população busca o que é de imediato, prático, por isso que é fácil o voto ser comprado por políticos corruptos, sem escrúpulos que querem fazer do cargo político um meio de ganhar a vida, fazer uma profissao e nao um serviço de solidariedade para servir o povo

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    1. Aproveitando a definição de 'consciência política' da professora Glória, usuária do site Yahoo Respostas, "a consciência política poderia ser definida como o desvelamento [descobrimento, esclarecimento] das relações de poder, dominação e influência a que os seres humanos estão sujeitos em um sistema social, o que tornaria possível inserí-lo como sujeito ativo nesse processo".

      Trocando em miúdos: alguns cidadãos acham que a vida é uma competição e que vale até pisar em cima dos outros para conseguir dinheiro e bens, afim de obter-se um padrão de vida melhor. É lógico que esse pessoal elege e procura os políticos sem escrúpulos, individualistas, que usam de métodos não recomendados para obter vantagens pessoais, já que o dinheiro público não é pouco (em 2011 o país arrecadou R$1,5 trilhões) e é do povo, ou seja: fácil de embolsar.

      Enquanto isso, outro grupo de cidadãos sem consciência política e que geralmente são mais aculturados que àqueles (no sentido de escolaridade), deixam que tudo isso aconteça sem nada fazer para conter a corrupção e de vez em quando, são beneficiados, são os coniventes.

      Em resumo, o poder não é algo que existe objetivamente, é fruto de uma relação de consciência. Neste meio existem aqueles que consolidam esta relação inconscientemente, chamados de “analfabetos políticos” e aqueles que pensam na mudança, os chamados “conscientes políticos”. Nenhum dos dois poderá mudar a sociedade com suas ações, mas o segundo poderá com sua consciência.

      Voltaremos a abordar o tema. Obrigado, Manoel.

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