quinta-feira, 7 de maio de 2015

Rio Purus começa a vazar, mas Solimões e Negro ainda estão enchendo

As águas começaram a baixar em Canutama a cerca de uma semana atrás e as pessoas estão fazendo a "desmudança", que é o retorno às suas casas, invadidas pelo rio Purus durante cerca de dois meses.

Mas os problemas só estão começando, a enchente deixa um rastro de prejuízos aos moradores que perdem seus móveis, que não precisam ficar necessariamente submersos para estragar, a umidade se encarrega disso.   Algumas casas precisam de pequenas reformas pois a força da água corrente destrói as paredes.

Enquanto os moradores de Canutama sentem um certo alívio, as cidades do Solimões e Negro ainda esperam pelo pior e já dá pra contabilizar os prejuízos a nível de Amazonas, conforme matéria do dia 5 de maio da  edição online do jornal "A crítica" de Manaus. Leia abaixo:

Produção rural do Amazonas sofrerá prejuízo de R$ 33 milhões com as cheias dos rios

 Há  pouco mais de um mês para o ápice da cheia, o Amazonas já contabiliza R$ 33,6 milhões em perdas produtivas dos setores de agricultura e pecuária em função do aumento do nível das águas. A informação foi divulgada ontem pelo Instituto de Desenvolvimento Rural e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam).

Até o final de abril, segundo o Levantamento de Perdas Agrícolas da Produção Rural da Cheia de 2015, elaborado pelo órgão, 5.565 famílias distribuídas em 21 municípios já foram afetadas. Conforme o levantamento, estão em situação de emergência, seis municípios na calha do Rio Juruá (Guajará, Ipixuna, Envira, Eirunepé, Itamarati e Carauari) e mais quatro – Lábrea, Canutama, Pauini e Tapauá – na calha do Rio Purus.

 No Alto Solimões, estão em situação emergencial, Benjamim Constant, Tabatinga, Atalaia do Norte, Amaturá, Santo Antonio do Içá, São Paulo de Olivença e Tonantins. O município de Boca do Acre está em estado calamidade pública e os municípios de Tefé, Anamã e Manacapuru, no Médio Solimões, já apresentaram as primeiras perdas.

Até o momento, a produção de farinha de mandioca foi a mais atingida, com perdas de 4, 8 mil toneladas e prejuízos de R$ R$ 19,3 milhões. Em segundo lugar na lista de perdas está o cultivo da banana com R$ 8,1 milhões e, em terceiro, as hortaliças representaram 1,3 milhão em perdas produtivas.

 

Um comentário:

  1. Bom dia!

    Eu gostaria de saber como posso fazer para chegar até Canutama, partindo de Lábrea.
    Vocês poderiam me ajudar?

    Obrigada pela atenção

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